PROTESTE PARA DEFENDER A DEMOCRACIA EM PORTUGAL - DIVULGUE POR TODOS OS SEUS CONTACTOS
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p.f. façam circular
Apelo aos que estiveram na zona pedonal de Almada 16 de janeiro
Segue um apelo para recolher registos, testemunhos e queixas.Como já devem saber a polícia tratou de apagar fotos e filmes e/ou confiscar cameras. Por isso há poucos registos do incidente. Quem tiver fotos ou filmes do período da festa pedonal e da violência e confusão que lhe sucederam, por favor partilhem-nos! Publiquem nos vossos blogs, enviem para a imprensa,. ou até para o meu email. Quem testemunhou os acontecimentos, por favor conte-nos o que viu, anonimamente ou não, faça comentários em blogs ou artigos ou mande-me um email!
Ainda pode ajudar da seguinte maneira:- Participar o incidente à IGAI - Inspecção geral da Administração Interna:
geral@igai.pt - Participar o incidente à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias
- Se tiver ficado lesado de alguma maneira (perdeu camera, fotos, ficou ferido): pode apresentar queixa em qualquer esquadra da PSP
Em nome da cidadania e do respeito por todos, desde já muito obrigada
lanka horstink
E-MAIL: lankah@gmail.com --------------------------------------------------------------------------------
PROTESTE CONTRA A BRUTALIDADE DA POLÍCIA
Em Almada polícias agridem selvaticamente vários jovens, mulheres, idosos e criançasSem qualquer justificação, um grupo de policias agrediu brutalmente um pequeno grupo de cidadãos (jovens, mulheres, idosos e crianças) que através de música e distribuição de panfletos, tentavam sensibilizar condutores para respeitarem uma zona pedonal que deveria estar livre de viaturas e ser sim um espaço para os peões e moradores. Para além das agressões e de estes polícias atentarem contra o direito consagrado na constituição portuguesa de liberdade de expressão e de manifestação, para eliminar as provas das suas agressões selváticas, ameaçaram fisicamente pessoas que tiravam fotos e vídeos desse mesmo ataque, eliminando as imagens, partindo cameras e agredindo essas pessoas. Quando as pessoas a serem agredidas pediram a identificação dos agentes (para fazerem queixa dos mesmos), estes recusaram dizer, embora por lei sejam obrigados a se identificarem.
Aparentemente, nem a Polícia nem a Câmara Municipal de Almada parecem estar interessadas em averiguar responsabilidades.
A polícia ao ser contactada por alguns média que procuravam respostas e para se defender das acusações, a polícia mente aos jornalistas dizendo por exemplo, que tinha sido uma manifestação de 200 pessoas ("potencialmente violentos / desordeiros"), quando eram pouco mais de 20 e todos os participantes eram pacíficos.
O comportamento arrogante, violento, bárbaro e obviamente ilegal deste tipo de polícias é apenas normal num regime totalitário onde os cidadãos não têm quaisquer direitos.
PROTESTE E DEFENDA A LIBERDADE E DEMOCRACIA
Contactos de Almada para protestar:Câmara Municipal - Largo de Camões - 212 724 506
Policia de Almada - Rua da Judiaria - 212 750 871
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009
http://supergreenme.blogspot.com/2009/01/ontem-fui-relembrada-pouco-suavemente.html Quando a cidadania fica refém da intolerância Ontem fui relembrada pouco suavemente de que o inimigo número um de qualquer cidadã activa não são os problemas ambientais, urbanísticos ou mesmo sociais, é antes de mais a intolerância.
Convidada para participar numa acção de celebração e defesa da nova zona pedonal de Almada, contestada um pouco por todos por razões contradictórias (uns querem todos os carros de volta, outros consideram os acessos especiais excessivos), enfiei os patins num saco, fui buscar a minha filha à escola e apanhei comboio e metro rumo ao entretanto ínfamo local. Quando cheguei estava a decorrer um lanche popular, um grupo de pessoas jogavam jogos tradicionais e de vez em quando tocava uma banda de samba. Outros distribuíam folhetos aos condutores, que achei surpreendentemente numerosos. Basicamente está sempre um carro ou autocarro a passar, poucos respeitam o limite de 10 km e é preciso muita cautela para não ser atropelado.
De facto o volume de trânsito só pode suscitar críticas à câmara e à polícia por não o controlar, mas como estas entidades já tinham sido abordadas, tratava se agora de sensibilizar os transeúntes em defesa de uma zona pedonal mais verdadeira. Foi uma acção modesta, já que em nenhum momento houve mais de 20 pessoas concentradas no local, várias das quais mães e crianças, e ainda idosos que assistiam aos festejos.
Tudo correu bem durante 2 horas, com conversas perfeitamente cívicas com quem passava, incluindo pais da escola da zona, condutores de autocarros e agentes, cada qual mais ou menos sensível à questão. Pelas 18 horas a banda inicia uma marcha à volta da praça, inevitavelmente atrasando o trânsito que para além de ser denso a esta hora, revelava o total incumprimento do limite de velocidade.
É nesta altura que fica evidente a presença de um corpo de intervenção com 8 elementos. E assim que se acumulam 3 carros atrás da banda, onde a minha filha de 8 anos tocava alegremente um tambor, a polícia de choque resolve fazer uma carga sem qualquer aviso prévio. Os agentes atiram-se à dúzia de musicantes rodeados por transeúntes, empurrando tudo e todos com extrema violência. Qualquer pessoa que se endireita leva com outro empurrão e ameaças verbais. Indiscriminadamente são agredidos uma mulher com bébé ao colo, o rapaz que as tenta proteger, premiado com um golpe de bastão que lhe abre a cabeça e uma senhora um pouco mais velha que acabou por ficar com um traumatismo craniano. Quando se apercebem das pessoas que estão a filmar e fotografar, os agentes ficam ainda mais exaltados. Um homem que nao quer entregar a camera de filmar, é detido e arrastado para a carrinha. A polícia começa, penso que ilegalmente, a apagar as fotos das pessoas que estavam a registar o acontecimento e foi aí que me coube uma forte bastonada na mão que segurava a máquina fotográfica, falhando por pouco partir dois dedos. A máquina teve menos sorte e terminou os seus dias alí na calçada. Durante 15 angustiados minutos nem soube da minha filha, que felizmente é forte e corajosa e fugiu dos policias enraivecidos, refugiando-se com perfeitos estranhos.
A cena só acalmou com a chegada de mais polícias. de trânsito. Estes focavam a sua atenção na população assustada e indignada, chamaram ambulâncias e procuraram acalmar as pessoas. Um passou 10 minutos a sossegar a minha filha, que chorava convulsivamente, evitando assim, esperemos, que ela passe a ter medo de fardas. Eu fui atendida pelo que julguei ser um polícia à paisana, que me atou os dedos e me levou à ambulância. Fui para o hospital com o rapaz do golpe na cabeça, após termos sofrido ainda um rio de insultos dos polícias de intervenção que pretendiam justificar a sua acção. Os comentários foram tão baixos que me custa repeti-los, mas foram exemplificativos da atitude de menosprezo e agressividade da polícia ao longo dos incidentes. Ainda detiveram uma senhora de pelo menos 70 anos e que nada tinha a ver com a acção, só protestava a actuação da polícia. No hospital, acabado de ser suturado (8 pontos!) e meio zonzo, o franzino rapaz do golpe foi completamente revistado, algemado e levado, com um ar aterrado, para a esquadra do Pragal por nada menos que cinco agentes! Lá ficou detido por injúria pois tinha pedido ainda no local a um agente para se identificar, depois de ter assegurado que se identificaria também (Aliás, apenas o comandante da 2ª divisão acabou por se semi-identificar, já que deu o título mas não o nome).
É assustador pensar que em Portugal se atacam peões para defender automobilistas numa zona pedonal. Ainda mais custa aceitar que a polícia portuguesa não saiba proporcionar a sua actuação, nem distinguir uma dúzia de jovens, mulheres e crianças rodeados por idosos que usam pacificamente tambores e flyers, de uma multidão enraivecida que vandalize e lance engenhos incendiários. Por mais que se discorde dos argumentos dos cidadãos que resolveram celebrar a zona pedonal, exprimi-lo com violência misturada com um desprezo que roça o ódio, é descer às profundezas da ignorância. A reacção cegamente agressiva, por desconhecimento e medo da diferença, a eventos coloridos desta natureza, tão comuns noutras cidades da Europa, coloca o relógio 50 anos para trás. Fere-nos como civilização.
É fácil desanimar quando se é envolvida numa situação de tão profunda injustiça e ganhar medo em exprimir a nossa opinião, mas recuso-me a ser vítima da intolerância. Por isso escrevo este post, partilhando a má experiência com quem quiser ouvir, apresento as queixas que tiver que apresentar e sigo caminhando, com a mesma intenção de ser útil aos outros e de desejar a sua, e a minha felicidade.
http://supergreenme.blogspot.com/2009/01/ontem-fui-relembrada-pouco-suavemente.html