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Tópico: SOJA - A História não é bem assim (Possíveis problemas do consumo de soja)  (Lida 1515 vezes)
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« em: Março 10, 2008, 09:55:38 »



SOJA - A História não é bem assim


  > Hoje em dia existe uma verdadeira febre de consumo de soja. Propagada
  > como um alimento rico em proteínas, baixo em calorias, carbohidratos e
  > gorduras, sem colesterol, rico em vitaminas, de fácil digestão, um
  > ingrediente saboroso e versátil na culinária, a soja, na verdade é
  > mais um "conto do vigário" do qual a maioria é vítima.
  >
  > É bem verdade que a soja vem da Ásia, mais especificamente da China.
  > Porém, os chineses só consumiam produtos FERMENTADOS de soja, como o
  > shoyu e o missô. Por volta do século 2 A .C., os chineses descobriram
  > um modo de cozinhar os grãos de soja, transfomá-los em um purê e
  > precipitá-lo através de sais de magnésio e cálcio, formando o assim
  > chamado "queijo de soja" ou tofu. O uso destes alimentos derivados de
  > soja se espalhou pelo oriente, especialmente no Japão. O
  > uso de "queijo de soja" como fonte de proteína data do século 8 da era
  > cristã (Katz, Solomon H "Food and Biocultural Evolution A Model for the
  > Investigation of Modern Nutritional Problems", Nutritional
  > Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).
  >
  > Não é à toa que os antigos chineses não se alimentavam do grão de
  > soja. Hoje a  ciência sabe que ela contém uma série de substâncias que
  > podem ser prejudiciais à saúde, e que recebem o nome de
  > antinutrientes.
  >
  > Um destes antinutrientes é um inibidor da enzima tripsina, produzida
  > pelo pâncreas e necessária à boa digestão de proteínas. Os inibidores
  > da tripsina não são neutralizados pelo cozimento. Com a redução da
  > digestão das proteínas, o caminho fica aberto para uma série de
  > deficiências na captação de aminoácidos pelo organismo. Animais de
  > laboratório desenvolvem aumento no tamanho do pâncreas e até câncer
  > nessa glândula, quando em dietas ricas submetidos a inibidores da
  > enzima tripsina.
  >
  > Uma pessoa que não absorve corretamente os aminoácidos, tem o seu
  > crescimento e desenvolvimento prejudicado. Você já notou que os
  > japoneses são, normalmente, mais baixinhos? Já os descendentes que
  > vivem em outros países e adotam as dietas desses países, costumam ter
  > uma estatura maior que a média no Japão.
  >
  > (Wills MR et al Phytic Acid and Nutritional Rickets in Immigrants. The
  > Lancet, 8 de abril de 1972, páginas 771-773).
  >
  > O efeito inibitório da absorção de aminoácidos pode comprometer a
  > fabricação de inúmeras substâncias formadas a partir dos mesmos, entre
  > os quais, os neurotransmissores. A enxaqueca, a cefaléia em salvas, a
  > cefaléia do tipo tensional, e outras dores de cabeça, além de
  > depressão, ansiedade, pânico e fibromialgia, são causadas por um
  > desequilíbrio dos neurotransmissores.
  > Qualquer fator que prejudique a sua fabricação, pode aumentar ou
  > perpetuar esse  desequilíbrio.
  >
  > A soja contém também uma substância chamada hemaglutinina, que pode
  > aumentar a viscosidade do sangue e facilitar a sua coagulação.
  > Portadores de enxaqueca já sofrem de um aumento na tendência de
  > coagulação do sangue e uma propensão maior a acidentes vasculares. A
  > pior coisa para esses indivíduos é ingerir substâncias que agravam
  > essa tendência.
  >
  > Tanto a tripsina, quanto a hemaglutinina e os fitatos, que
  > mencionaremos a seguir, são neutralizados totalmente pelo processo de
  > fermentação natural da soja na fabricação de shoyu e missô, e
  > parcialmente durante a fabricação de tofu.
  >
  > Os fitatos, ou ácido fítico, são substâncias presentes não apenas na
  > soja, mas em todas as sementes, e que bloqueiam a absorção de uma
  > série de substâncias essenciais ao organismo, como o cálcio
  > (osteoporose), ferro (anemia), magnésio (dor crônica) e zinco
  > (inteligência).
  >
  > Você não sabia de nada disso?
  >
  > Mas a ciência já sabe, estuda esse fenômeno extensamente e não tem
  > dúvidas a respeito. Já comprovou este fato em estudos realizados em
  > países subdesenvolvividos cuja dieta é baseada largamente em grãos.
  > (Van-Rensburg et al Nutritional status of African populations
  > predisposed to esophageal cancer, Nutr Cancer, volume 4, páginas.
  > 206-216; Moser PB et al Copper, iron, zinc and selenium dietary intake
  > and status of Nepalese lactating women and their breast-fed infants,
  > Am J Clin Nutr, volume 47, páginas 729-734; Harland BF, et al
  > Nutritional status and phytate zinc and phytate X calcium zinc dietary
  > molar ratios of lacto-ovo-vegetarian Trappist monks 10 years later. J
  > Am Diet Assoc., volume 88, páginas 1562-1566).
  >
  > Claro que a divulgação desse conhecimento não é do interesse de toda
  > uma indústria multibilionária da soja. A soja contém mais fitato que
  > qualquer outro grão ou cereal. (El Tiney AH Proximate Composition and
  > Mineral and Phytate Contents of Legumes Grown in Sudan", Journal of
  > Food Composition and Analysis, v. 2, 1989, pp. 67-78).
  >
  > Para os demais cereais e grãos (arroz integral, feijão, trigo, cevada,
  > aveia, centeio etc), é possível reduzir bastante e neutralizar em
  > grande parte o conteúdo de fitatos, através de cuidados simples, como
  > deixá-los de molho por várias horas e, em seguida, submeter a um
  > cozimento lento e prolongado.
  > (Ologhobo AD et al Distribution of phosphorus and phytate in some
  > Nigerian varieties of legumes and some effects of processing. J Food
  > Sci volume 49 número 1, páginas 199-201).
  >
  > Já os fitatos da soja não são reduzidos por essas técnicas simples,
  > requerendo para isso um processo bem longo (muitos meses, no mínimo)
  > de fermentação. O tofu, que passa por um processo de precipitação, não
  > tem os seus fitatos totalmente neutralizados.
  >
  > Interessantemente, se produtos como o tofu forem consumidos com carne,
  > ocorre uma redução dos efeitos inibidores dos fitatos. (Sandstrom B et
  > al Effect of protein level and protein source on zinc absorption in
  > humans. J Nutr volume 119 número 1, páginas 48-53; Tait S et al, The
  > availability of minerals in food, with particular reference to iron J
  > R Soc Health, volume 103 número 2, páginas 74-77).
  >
  > Mas geralmente, os maiores consumidores de tofu são vegetarianos que
  > pretendem consumi-lo em lugar da carne!
  >
  > O resultado?
  >
  > Deficiências nutricionais que podem levar a doenças como dores
  > crônicas, como dor de cabeça e fibromialgia. O zinco e o magnésio são
  > necessários para o bom funcionamento do cérebro e do sistema nervoso.
  > O zinco, em particular, está envolvido na produção de colágeno, na
  > fabricação de proteínas e no controle dos níveis de açúcar no sangue,
  > além de ser um componente de várias enzimas e ser essencial para o
  > nosso sistema de defesas. Os fitatos da soja prejudicam a abosrção do
  > zinco mais do que qualquer outra substância. (Leviton, Richard - Tofu,
  > Tempeh, Miso and Other Soyfoods The "Food of the Future" - How to
  > Enjoy Its Spectacular Health Benefits, Keats Publishing Inc, New
  > Canaan, CT, 1982, páginas 14-15).
  >
  >
  >
  >
  >
  > Mas com Algas já não.
  >
  > Por conta da tradição oriental, indústria da soja conseguiu inseri-la
  > num patamar de "alimento saudável", sem colesterol e vem desenvolvendo
  > um mercado consumidor cada vez mais vegetariano. Infelizmente, ouvimos
  > médicos e nutricionistas desinformados, ou melhor, mal informados por
  > publicações pseudo-científicas patrocinadas e divulgadas pela
  > indústria da soja, fornecendo conselhos, em programas de TV em rede
  > nacional, no sentido de consumi-la na forma de leite de soja (até para
  > bebês!!), carne de soja, iogurte de soja, farinha de soja, sorvete de
  > soja, queijo de soja, óleo de soja, lecitina de soja, proteína
  > texturizada de soja, e a maior sensação do momento,
  > comprimidos de isoflavonas de soja, sobre a qual comentarei mais
  > adiante neste livro. A divulgação, na grande mídia, destes produtos de
  > paladar no mínimo duvidoso, como sendo saudáveis, tem resultado em uma
  > aceitação cada vez maior dos mesmos por parte da população.
  >
  > Que prejuízo! (Não para a indústria, é claro).
  >
  > Sabe como se faz leite de soja?
  >
  > Não precisamos de beber liquidos brancos para ser saudáveis! ;-(
  >
  > Primeiro, deixa-se de molho os grãos em uma solução alcalina, de modo
  > a tentar neutralizar ao máximo (mas não totalmente) os inibidores da
  > tripsina.
  > Depois, essa pasta passa por um aquecimento a mais de 100 graus, sob
  > pressão. Esse processo neutraliza grande parte (mas não a totalidade)
  > dos antinutrientes, mas em troca, danifica a estrutura das proteínas,
  > tornando-as desnaturadas, de difícil digestão. (Wallace GM Studies on
  > the Processing and Properties of Soymilk. J Sci Fd Agric volume 22,
  > páginas 526-535). Além disso, os fitatos remanescentes são suficientes
  > para impedir a absorção de nutrientes essenciais.
  >
  > A propósito, aquela tal solução alcalina onde a soja fica de molho é a
  > base de n-hexano, nada mais que um solvente derivado do petróleo,
  > cujos traços ainda podem ser encontrados no produto final, que vai
  > para a sua mesa, e que pode gerar o aparecimento de outras substâncias
  > cancerígenas. Este n-hexano reduz, também, a concentração de um
  > aminoácido importante, a cistina. (Berk Z Technology of production of
  > edible flours and protein products from soybeans.
  > FAO Agricultural Services Bulletin 97, Organização de Agricultura e
  > Alimentos das Nações Unidas, página 85, 1992). Felizmente, a cistina
  > se encontra abundante na carne, ovos e iogurte integral - alimentos
  > estes normalmente evitados pelos consumidores de leite de soja.
  >
  > Mas como? A soja não é saudável? Não é isso que dizem os médicos e
  > nutricionistas?
  >
  > Infelizmente, a culpa não é deles, e sim do jogo de desinformação que
  > interessa à toda a indústria alimentícia. A alimentação, assim como a
  > saúde, é um grande negócio. Dois terços de todos os alimentos
  > processados industrialmente, contêm algum derivado da soja em sua
  > composição. É só conferir os rótulos. A lecitina de soja atua como
  > emulsificante. A farinha de soja aumenta a "vida de prateleira" de uma
  > série de produtos. O óleo de soja é usado amplamente pela indústria de
  > alimentos. A indústria da soja é enorme e poderosa.
  >
  > E como se fabrica a proteína de soja?
  >
  > Em primeiro lugar, retira-se da soja moída o seu óleo e o seu
  > carboidrato, através de solventes químicos e alta temperatura. Em
  > seguida, mistura-se uma solução alcalina para separar as fibras. Logo
  > após, submete-se a um processo de precipitação e separação utilizando
  > um banho ácido. Por último, vem um processo de neutralização através
  > de uma solução alcalina. Segue-se uma secagem a altas temperaturas e à
  > redução do produto a um pó. Este produto, altamente manipulado, possui
  > seu valor nutricional totalmente comprometido. As vitaminas se vão,
  > mas os inibidores da tripsina permanecem, firmes e fortes! (Rackis
  > JJ et al The USDA trypsin inhibitor study. I. Background, objectives and
  > procedural details. Qual Plant Foods Hum Nutr, volume 35, pág. 232).
  >
  > Não existe nenhuma lei no mundo que obrigue os alimentos à base de
  > soja a exibirem, nos rótulos, a quantidade de inibidores da tripsina.
  > Também não existe nenhuma lei padronizando as quantidades máximas
  > deste produto. Que conveniente!
  >
  > O povo... coitado... só foi "treinado" para ficar de olho na
  > quantidade de colesterol - esta sim, presente em todos os rótulos. Uma
  > substância natural e vital para o crescimento, desenvolvimento e bom
  > funcionamento do cérebro e do organismo como um todo.
  >
  > O povo nunca ouviu falar nos antinutrientes e inibidores da tripsina dos
  > alimentos de soja.
  >
  > A proteína texturizada de soja (proteína texturizada vegetal, carne de
  > soja) possui um agravante a adição de glutamato monossódico, no
  > intuito de neutralizar o sabor de grão e criar um sabor de carne.
  >
  > Alguns pesquisadores acreditam que o grande aumento das taxas de
  > câncer de pâncreas e fígado, na África, se deve à introdução de
  > produtos de soja naquela região. (Katz SH Food and Biocultural
  > Evolution A Model for the Investigation of Modern Nutritional
  > Problems. Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).
  >
  > A minha dica: Quando consumir soja, utilize apenas os derivados
  > altamente fermentados, como o missô e o shoyu. Mesmo assim, muita
  > atenção para os rótulos. Compre apenas se neles estiver escrito
  > "Fermentação Natural", e se NÃO contiverem produtos como glutamato
  > monossódico e outros ingredientes artificiais. Quando consumir tofu,
  > certifique-se de lavá-lo com água corrente, pois grande quantidade dos
  > antinutrientes ficam no seu soro.


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The Animal Holocaust: www.petatv.com
Tiago B
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« Responder #1 em: Janeiro 28, 2010, 11:33:59 »

Meu deus, não tinha noção disto  Shocked Roll Eyes
Se bem que o meu vegetarianismo não passa muito por produtos de soja...
Já passou mas agora já não  Wink
Não fala aí do seitan mas penso que não haja problema quanto aos fitatos...
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