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Tópico: ABORTO - Como um Referendo pode decidir a vida ou a morte de alguém.  (Lida 1365 vezes)
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« em: Janeiro 19, 2007, 02:01:39 »


PARA MAIS INFORMAÇÕES E PARTICIPAR NO DEBATE SOBRE O ABORTO:
http://www.eco-gaia.net/forum-pt/index.php/topic,226.0.html


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UM ARTIGO INTERESSANTE PARA LER E REFLECTIR

Portugal: Referendo sobre o aborto

Como um Referendo pode decidir a vida ou a morte de alguém que nem sequer pode participar na discussão do seu destino?



Os portugueses vão mais uma vez a votos para decidir sobre o destino dos nascituros e da Vida, até dez semanas de gestação. Tal acontecerá no próximo dia 11 de Fevereiro de 2007.

Até aqui, aparentemente nada de mal, até porque vivemos numa Democracia. Porém não nos admiremos se um dia formos conclamados a decidir em “eleições livres” sobre um limite de idade útil… 30 anos, por exemplo, ou até menos, após o que ao cidadão é-lhe aplicada a morte assistida em hospitais devidamente apetrechados, como agora se pretende para o aborto despenalizado.

A besta nazi espreita uma oportunidade de fazer vingar a sua tese racista sobre o genoma humano, com o consequente extermínio das “raças inferiores” e dos “economicamente inúteis”. Não tenhamos dúvidas que, à pala das dificuldades sociais, tais ideias vão começar a andar na cabeça de muita gente, sobretudo daquela que não consegue ver além do seu umbigo, se já não andam. O aborto social que agora se pretende referendar é claramente um sintoma dessa tendência minimalista e desumana. Aliás foi no seguimento de uma grave crise social na Alemanha que Adolfo Hitler teve a oportunidade de se impor politicamente. Depois, foi o que se viu…

A despenalização da interrupção voluntária da gravidez até dez semanas (Tememos que um dia possa ser até ao fim da gestação…) é uma questão eminentemente moral. Uma decisão do tipo Sim ou Não enferma desde logo do carácter casuístico da pergunta, com a qual se procura decidir por um simples voto o direito à Vida.


O próprio termo “despenalização”, que envolve uma forte componente de jurisprudência, mostra a vontade sibilina dos promotores do Referendo de resolverem apenas uma parte do problema… a legal. Para tanto, nada melhor do que confiná-lo à esfera política, até porque dessa forma poderão livrar-se do julgamento da História.

Por outro lado, a discussão de um tal tema, que o Presidente da República, Dr. Cavaco Silva, pretende que seja serena e elevada, nunca será suficientemente abrangente e esclarecedora. Não esquecer a componente económica subjacente ao aborto. Muito boa gente está à espera deste mercado para eventuais negócios que o comum dos mortais nem imagina e quando tomar consciência, já é tarde porque terá a forma da lei.



Como um Referendo pode decidir a vida ou a morte de alguém que nem sequer pode participar na discussão do seu destino, como é o caso do embrião onde palpita a Vida desde a sua concepção?

Parece-nos pois um absurdo decidir o futuro de um nascituro por uma eleição, por mais democrática que seja. A Democracia não pode legitimar opções de índole moral tão profundas como é a Vida ou a Morte, que transcendem o Homem.

A nossa cultura judaica-cristã condena claramente o homicídio. Tirar a vida a alguém só é tolerada em legitima defesa. Se nos manifestamos contra os horrores da Guerra, em razão da morte de inocentes, como aceitar que a vida de um ser humano em formação possa ser interrompida ao sabor dos caprichos de progenitores que foram irresponsáveis no acto da concepção? Não é só a mulher responsável pela gestação. O homem também o é e se calhar, o mais responsável na hora da decisão de um aborto. Porque o elemento masculino nunca vai à barra do tribunal por tal crime? Ora é justo que o cúmplice seja também julgado e condenado. E nesse sentido, a penalização do aborto deveria ser reforçada.

Algumas mulheres reclamam o direito abominável de dispor do seu próprio corpo em matéria de gravidez, um modismo que está a contribuir para desagregar a família, tal como a concebemos. Nada mais falacioso. Somos responsáveis pelos nossos actos e maior a nossa responsabilidade quando está em causa uma nova Vida.

Outros esgrimam o argumento que os filhos devem ser desejados e quando nascem devem ter boas condições. Ah pois… Concordamos por completo. Contudo tal deve ser a preocupação dos pais antes de conceberem os filhos e não depois… O aborto não pode ser uma forma de corrigir a falta de Planeamento Familiar, como parecem pretender alguns defensores do aborto social.

Por último, observamos que há um claro cinismo político dos que, mostrando-se tão indulgentes para com o aborto, esquecem de todo as causas sociais que o provoca. Tais paladinos, da legalização do aborto, invés de combaterem o mal pela raiz, preferem uma solução paliativa que nega no mínimo a Justiça Social que dizem defender.

Em última análise estão a reconhecer a falência da Democracia em criar iguais condições e oportunidades económicas para todos os cidadãos. A continuarem por esta via, não nos admiremos que venham a admitir uma “Solução Final” para os problemas económicos que enfrentamos. Acabar com a pobreza, poderá configurar, por exemplo, o extermínio dos pobres…


Artur Rosa Teixeira
artur.teixeira@netcabo.pt 

Fonte:
http://port.pravda.ru/print/cplp/portugal/14328-referendoabortport-0



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FACTOS CIENTÍFICOS SOBRE A GRAVIDEZ:

- Com cerca de 4 semanas, tanto o coração como o cérebro começam a disparar cargas eléctricas, ou seja, a funcionar.
- Com cerca de 12 a 14 semanas, começa a ter capacidade de percepção e a entender (senciência) o som ambiente do exterior do útero, como música, outros sons mas principalmente a voz dos pais, podendo corresponder de acordo com o som ao se movimentar dentro do útero, como que indicando alegria ou desconforto.
- Dentro do útero, a partir das 12 semanas, os bebés movem-se regularmente, mexendo os pés e as mãos, dando "pontapés", movendo-se para os lados, o que indica claramente senciência.
- Através de estudos científicos realizados muito recentemente nos EUA, com novas máquinas capazes de fazer ecografias a 3 dimensões, foi possível provar que com poucos meses, os bebés começam já a sorrir (sentir felicidade) e a movimentar-se quando estimulados, principalmente pelos pais (Documentário no Canal Odisseia).


FACTOS CIENTÍFICOS SOBRE O ABORTO:

- Mesmo se um aborto for feito numa clínica legalizada, com todos os instrumentos, profissionalismo e conhecimentos necessários, significa sempre em todos os sentidos, um grande trauma para o corpo da mulher.
- A esmagadora maioria dos abortos, acima de 92%, acontece somente por irresponsabilidade e/ou egoísmo do casal, não por questões relacionadas com violação, má formação do feto ou outros problemas de saúde.
- Na maioria das vezes, as "desculpas" mais usadas que os pais dão para fazer o aborto referem-se a: não se sentirem preparados; simplesmente quererem viver mais a vida e não quererem mais um encargo; preferirem gastar o dinheiro que utilizariam no bebé para comprar outros bens materiais.


RESPEITO PELA VIDA - PRINCÍPIOS MORAIS:

O aborto nada tem a ver com questões religiosas, políticas ou outras, mas sim uma questão ética de respeito por outros seres. Os bebés (dentro do útero) são as verdadeiras vitimas, pois não têm qualquer escolha possível na questão do aborto. Os bebés não são "coisas", não são propriedade nossa, são sim seres humanos, entidades com uma consciência, personalidade e individualidade próprias e, como tal, têm direitos e merecem todo o nosso respeito.


« Última modificação: Janeiro 19, 2007, 05:10:32 por Earth First » Registado

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« Responder #1 em: Janeiro 19, 2007, 06:48:40 »

Para um texto que condena uma opção política ao invés de uma opção pessoal, acho este texto muito tendencioso.

O grave problema está na concepção de vida...

Não podemos dizer que um aglomerado de células, um pouco após a concepção, é vida... Se assim o fosse, a masturbação seria um genocídio.

Além disso, a despenalização não visa uma escolha obrigatória, mas apenas uma possibilidade, a qual não impede que a decisão seja pessoal.

Já agora, achei "piada" à expressão "pensar antes de conceber". Penso que o sexo não servirá apenas a concepção. Se o autor do texto concorda comigo,  espero que nunca tenha problemas com preservativos que se rompem, ou pílulas que, por razão muitas vezes desconhecida, não fazem efeito. Aliás, espero ainda que nunca aconteçam os dois, porque, assim sendo, o autor nem sequer saberia que se estava a dar uma concepção.

Apelo acima de tudo ao pensamento pessoal, mas não se poderá voltar a condenar mulheres por entenderem que não estão nas melhores condições socais, económicas, psicológicas, etc, para criar uma criança.

Neste referendo não está em causa se o aborto deverá ou não ser efectuado, mas se deve condenar alguém por o fazer, seja a pena morrer face às fracas condições de um aborto clandestino, seja ser condenado pela sociedade ou mesmo por um tribunal.
« Última modificação: Janeiro 19, 2007, 06:57:13 por Wormhole » Registado
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« Responder #2 em: Janeiro 20, 2007, 12:07:46 »

Não podemos dizer que um aglomerado de células, um pouco após a concepção, é vida... Se assim o fosse, a masturbação seria um genocídio.


Só uns reparos sintéticos em relação ao que diz:

- Um espermatozoide é em si, somente uma celula que contem 50% do ADN do homem (vice versa para o caso da mulher). Em si esta célula nunca seria capaz de gerar qualquer ser que fosse, pois precisa dos outros 50% do código de ADN da mulher.

- Só depois dessa fusão entre as duas células e da sua a fixação no útero (endométrico) é que se começa a rapidamente gerar um novo ser, e que a partir desse momento depende da mãe apenas para duas coisas: protecção (útero) e em especial alimento.


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« Responder #3 em: Janeiro 21, 2007, 03:59:04 »

Claro que essa frase era puramente irónica, mas era só para focar que actualmente a concepção de vida está a dar graves problemas. Na minha opinião se um aglomerado de células com o genoma humano fosse já um ser humano, as experiências cientificas para o beneficio geral, seriam proibidas, visto que estão a ser praticadas com potenciais seres humanos.
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