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Votação
Pergunta: É a favor da despenalização do aborto?
Não - 6 (28.6%)
Não tenho opinião bem formada - 0 (0%)
Sim - 14 (66.7%)
Sinto-me dividido/a, entre a questão da vida do bebé e da mulher - 1 (4.8%)
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Tópico: REFERENDO: LIBERALIZAÇÃO DO ABORTO - Participe e dê a sua opinião  (Lida 16513 vezes)
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« em: Dezembro 01, 2006, 08:22:40 »

Este tópico irá ser actualizado conforme for necessário
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A LIBERALIZAÇÃO DO ABORTO E A DESCRIMINALIZAÇÃO

Nesta altura tão importante para a sociedade portuguesa em relação a questões de aborto, abrimos este tópico de forma a pedir a todos que dêem a sua opinião em relação ao aborto e ao referendo sobre o mesmo, assunto este que essencialmente pouco tem a ver com questões politicas e religiosas.

Pedimos a toda as pessoas, tanto as que são a favor, contra ou as que não têm opinião formada, para de forma livre, sem preconceitos e juízos de valor, participarem neste tópico sobre o aborto ( http://www.eco-gaia.net/forum-pt/index.php/topic,226.0.html ), de forma a partilhar a sua opinião e/ou providenciar dados/factos sobre o aborto, por exemplo tentando explicar os motivos que podem levar ao aborto e as consequências de fazer ou não aborto, não só em relação às mulheres que fazem o aborto como também em relação aos seres (feto / bebé) no útero da mulher.

Basicamente o que se pede é para comentar se são ou não a favor da despenalização do aborto e, mais importante que tudo, explicar o PORQUÊ de tal decisão! Isto é o fundamental e o motivo porque este tópico existe! Se possível, será também importante colocar-se dados científicos sobre o assunto para se ter conhecimentos mais factuais sobre o tema.

Com o apoio dos intervenientes, pretendemos ajudar a expor os argumentos de cada lado, de forma a ajudar a esclarecer a questão do referendo sobre o aborto, para que assim as pessoas fiquem mais informadas sobre o assunto antes de votarem.






ALGUNS SITES DE ARGUMENTOS CONTRA E A FAVOR DO ABORTO




NOTA: Caso conheça mais websites com argumentos importantes sobre esta questão, é favor colocar neste tópico.


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P.F. DIVULGUE ESTE TÓPICO
PARTICIPE E COMENTE - Debate sobre questões relacionadas com o Aborto e o referendo sobre a despenalização: http://www.eco-gaia.net/forum-pt/index.php/topic,226.0.html





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AVISO: Sendo este um tópico muito sensível, pedimos a todos os participantes que demonstrem respeito por todos os participantes no fórum e quaisquer outras pessoas, pelas opiniões contrárias e pelo fórum. O objectivo deste debate não é o de fazer julgamento de valores, mas sim consiste unicamente em auxiliar a promover o diálogo para ajudar a informar e criar uma maior sensibilização na sociedade sobre o tema. Participantes que não respeitem as regras do fórum poderão ter a sua conta no fórum suspensa ou eliminada.
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« Última modificação: Fevereiro 09, 2007, 01:44:22 por Earth First » Registado

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« Responder #1 em: Janeiro 03, 2007, 01:02:18 »

Algumas informações gerais sobre o referendo:

- http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=%22referendo+ao+aborto%22&meta=

- http://www.google.pt/search?num=50&hl=pt-PT&newwindow=1&q=referendo+sobre+despenaliza%C3%A7%C3%A3o+do+aborto&meta=lr%3Dlang_pt



Notícias gerais sobre o referendo:

- O movimento cívico "Vida, Sempre!" recolheu 9.0 00 assinaturas no distrito de Vila Real em defesa do "não" ao aborto no referend o de Fevereiro, disse à agência Lusa um dos dirigentes do movimento: http://www.rtp.pt/index.php?article=265422&visual=16

- PS lança "outdoors" a favor do "sim" à despenalização do aborto: http://www.rtp.pt/index.php?article=265446&visual=16

- Combater o aborto clandestino. Sócrates diz que só a despenalização equilibrada permitirá um consenso social:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20070120+Combater+o+aborto+clandestino.htm

- Não à "partidarização" do referendo ao aborto. O líder do PSD, Luís Marques Mendes, apelou hoje à "não partidarização" do referendo sobre o aborto, considerando que a despenalização da interrupção voluntária da gravidez é uma questão de cidadania e consciência:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/8684931.htm

 
(Mais notícias para breve)
« Última modificação: Janeiro 22, 2007, 05:21:28 por Earth First » Registado

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« Responder #2 em: Janeiro 03, 2007, 01:34:46 »

NOTÍCIAS SOBRE O REFERENDO E O ABORTO
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Referendo ao aborto marcado para 11 de Fevereiro
 
Todos os partidos consideraram "adequada" a data escolhida por Cavaco Silva.

O referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez vai realizar-se a 11 de Fevereiro de 2007. O anúncio foi feito hoje pelo Presidente da República, numa comunicação ao país. Todos os partidos, incluindo o PCP que votou contra a realização do referendo, consideraram "adequada" a data escolhida por Cavaco Silva.

O Presidente pediu que a campanha "decorra com a maior serenidade e elevação" e que "constitua uma oportunidade para que se realize um debate sério, informativo e esclarecedor para todos aqueles que irão ser chamados a decidir uma matéria tão sensível como esta".

Cavaco considera que que a discussão sobre o aborto continuou "na ordem do dia" mesmo após o referendo de 1998, "constituindo um tema que recorrentemente é objecto de discussão no plano político, nos meios de comunicação social e no seio da sociedade civil".

Essa constatação e o facto de esta ser "uma matéria que possui profundas implicações no plano ético constitui uma razão suficiente para que os cidadãos sejam chamados a pronunciar-se e a decidir sobre ela, através de referendo", afirmou.


"Tempo e condições" para o debate

"É essencial que as diversas forças políticas bem como os movimentos da sociedade civil, disponham de tempo e condições para se organizarem e mobilizarem de modo a poderem manifestar e divulgar as suas ideias e convicções. Importa, no entanto, que o debate se não prolongue para além de um prazo razoável", disse, justificando a escolha da data.

A campanha para o referendo irá decorrer entre 30 de Janeiro e 9 de Fevereiro.

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?" é a pergunta prevista na proposta socialista, a mesma que constava no referendo de 1998.


Pedro Rios
prr @ icicom.up.pt
Foto: Carina Branco/Arquivo JPN
http://jpn.icicom.up.pt/2006/11/29/referendo_ao_aborto_marcado_para_11_de_fevereiro.html


« Última modificação: Janeiro 07, 2007, 04:25:44 por Earth First » Registado

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« Responder #3 em: Janeiro 07, 2007, 04:43:23 »



:: CIÊNCIA - O DESENVOLVIMENTO DE UM SER HUMANO NO ÚTERO ::
 
Através deste artigo científico investigado e desenvolvido ao longo de décadas pela medicina embrionária, pode-se aperceber do impressionante e rápido desenvolvimento de um ser humano no útero materno, sendo que este desenvolve-se muito mais rapidamente do que se pensa, tendo por exemplo, o coração a bater às 3 semanas, capacidade de mover-se às 5 semanas, responde a estímulos e sente dor às 6 / 7 semanas... entre outros... (Ler abaixo o artigo).

 

 
 
Imagens do desenvolvimento de um nascituro (1º dia até às 10 semanas):
http://www.youtube.com/watch?v=BVHBdZ1Qu64&NR
 
Pequenos vídeos sobre o desenvolvimento de um nascituro:
http://video.google.com/videosearch?q=fetus+life
 
O aborto visto pela perspectiva da mulher:
1- http://www.youtube.com/watch?v=GtuCVNztweg
2- http://www.youtube.com/watch?v=m8cOMrZQzWk
 
 

Os diversos processos do desenvolvimento:
 
 
Dia 1 - O espermatozóide fecundou o óvulo: surgiu uma nova vida humana.
Os quarenta e seis cromossomas do zigoto conferem-lhe uma identidade genética única e irrepetível. Nesta célula única, o zigoto, estão já determinadas características como o sexo, a cor dos olhos e do cabelo, a estatura, até o potencial de inteligência e em certa medida a base da personalidade...

3ª semana – O coração começou a bater.
O embrião tem 3mm. O seu sistema nervoso e os seus órgãos principais começam a tomar forma. O coração já bate e nos seus vasos circula sangue diferente do da mãe.
 
4ª semana - Já é 10 mil vezes maior do que no seu início...
Formam-se os brotos dos membros superiores e inferiores; surge  abertura da boca; começam a formar-se o olho e o ouvido interno, os aparelhos digestivo e respiratório e os nervos motores.

5ª semana – O bebé já se movimenta.
São visíveis traços faciais, incluindo a boca e a língua. Os olhos têm já retina e cristalino. O principal sistema muscular desenvolve-se. Mãos e pés tornam-se aparentes.
 
6ª semana – Podem detectar-se ondas cerebrais num EEG Tem 12 a 15 mm.
Aparecem as pálpebras, distinguem-se as saliências auriculares, o lábio superior, a ponta do nariz...O esqueleto de cartilagens está totalmente formado. A criança nada e move-se graciosamente. Os braços e as pernas aumentaram de comprimento e começam a desenhar-se os dedos.
 
7ª semana - Tem receptores da dor. Mexe-se e reage quando lhe tocam na boca.
Tem cerca de 1,8 cm e pesa menos de 1 g. Tem tiróide, glândulas salivares, brônquios, pâncreas, canais biliares, ânus. Começam a formar-se os dentes de “leite”, os testículos e ovários. O esqueleto começa a calcificar-se. A parte do cérebro que controla as funções vitais desenvolve-se.

 
8ª semana - Os primórdios dos principais órgãos estão já formados.
Acabou o período embrionário. Tem músculos nos membros, no tronco e na face, tem orelhas, dedos nas mãos e nos pés. Responde a estímulos: abre a boca; se lhe puserem uma coisa na mão já a agarra (possui o reflexo da preensão); flecte os dedos dos pés; tem movimentos espontâneos. As principais estruturas do sistema nervoso central estão formadas e os neurónios começam a migrar para o córtex cerebral.
 
9ª semana - Já consegue chuchar no dedo...
Tem 5 cm e pesa menos de 8 g. Engole, mexe a língua, chucha no dedo.
 
10ª semana - Já tem as mesmas impressões digitais que terá durante toda a sua vida.
Tem 6 cm e pesa cerca de 14 g. Começam a formar-se as unhas das mãos e os dentes definitivos. Produz insulina e bílis. O bebé tem pestanas, abre e fecha os olhos, as cordas vocais formam-se na laringe e o bebé pode fazer sons. Os ossos crescem mas a coluna e as costelas são ainda moles. O registo da actividade cerebral (EEG) torna-se mais consistente.

(Consultores: Drª Henriqueta Coimbra da Silva, Dr. João Paulo Malta e Dr. Vitor Neto)


Para poder melhor visualizar esta notícia, clique neste link: http://groups.yahoo.com/group/InfoNature-Portugues/message/689
« Última modificação: Fevereiro 03, 2007, 08:00:22 por Earth First » Registado

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« Responder #4 em: Janeiro 10, 2007, 03:17:27 »

A questão que se põe no referendo não é se aborto é certo ou errado mas sim se deverá despenalizado a nível de lei até as 10 semanas, altura em que o feto ainda não tem o sistema nervoso central formado, ou seja não tem ainda capacidade anatómica para sentir qq tipo de dor pois é através do sistema nervoso central que o corpo envia mensagem de dor ao cerebro e a recebe de volta como sensação física. Dado que sempre houve mulheres de todas as categorias sociais a praticarem o aborto e esta prática seguramente irá continuar a questão que se põe é se será correcto continuar a negar a existência desta prática e a discriminá-la. O que tem acontecido até aqui é que as mulheres com dinheiro vão praticar o aborto a clínicas privadas ou a hospitais no estrangeiro onde são tratadas com todas as condições de bem estar físico e psicológico enquanto que as mulheres sem dinheiro sujeitam-se a condições deploráveis que põem em risco o seu bem estar físico e psicológico como por exemplo o recorrer a parteiras que não têm a mínima formação para realizarem abortos em casas sem as mínimas condições de higiene, ou o uso de medicamentos combinados com alcóol de modo a provocar a perda do bebe provocando igualmente hemorragias e infecções e por (não poucas) vezes a morte destas mulheres. Aonde é que uma adolescente de 16 anos (por exemplo), sem dinheiro e em pânico, com uma gravidez não desejada e com medo da reacção da família e da sociedade se vai dirigir? A uma clínica especializada caríssima ou ao uso de qq meio que seja o mais barato possível independentemente do risco? Além do mais os oportunistas que realizam abortos ilegais tanto os fazem com gravidezes ate 10 semanas como mais avançadas e o sim do referendo tem tambem como objectivo evitar abortos nestas condições pois dará a oportunidade às mulheres de não deixarem as gravidezes avançar até após as 10 semanas por falta de meios para as interromper antes. Isto é tudo polémico sem dúvida e mexe também com crenças e convicções pessoais mas a nível prático e realista há que ver que é hipócrita fingir que o aborto não é realizado e continuar assim a favorecer as classes mais altas e a pôr em risco (de morte) pessoas de classes inferiores. Aconselho toda a gente a votar e que o voto (seja ele qual fôr) seja realizado após uma cuidada reflexão sobre o tema de acordo com o que realmente se passa na actualidade do nosso país. Muito obrigada!
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« Responder #5 em: Janeiro 11, 2007, 03:35:00 »


Ver comentários sobre o aborto no programa Sociedade Civil:

http://sociedade-civil.blogspot.com/2007/01/interrupo-voluntria-da-gravidez.html

(Esse fórum funcionou apenas durante a apresentação do programa)
« Última modificação: Janeiro 11, 2007, 03:40:34 por Earth First » Registado

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« Responder #6 em: Janeiro 11, 2007, 03:36:29 »

Algumas opiniões contra o aborto:



Citar
Cármen Neves said...
Um feto tem vida. A psicologia do desenvolvimento aponta que o bebé já nasce com 9 meses de desenvolvimento, quer físico quer psícológico, desenvolvimento esse que começa na fecundação. O nascimento até é um acontecimento insignficante no processo de desenvolvimento dado que não existem mudanças significativas daí consequentes.
Ainda não tenho uma opinião completamente formulada sobre a questão do referendo, mas sou mulher e nuncar seria capaz de fazer um aborto. Uma gravidez não desejada resulta de um acto de irresponsabilidade tendo em conta toda a variedade e quantidade de contraceptivos disponíveis. Se engravidou... tem é mais que assumir e se dedicar a cuidar dessa gravidez e nao matar essa vida que já existe, sem culpa e indefesa! O Homem não é omnipotente, não é Deus, para decidir matar ou deixar viver, nem muito menos para matar ou deixar viver seres na "casa alheia"!

Por outro lado, e na crise que o nosso país atravessa, não ha dinheiro para muita coisa. Haverá dinheiro para o aborto?? Se o sim ganhar, o dinheiro dos contribuintes (de todos nós) irá financiar essas "irresponsabilidades" quando esse dinheiro poderia ser investido em infra-estruturas de necessidades mais urgentes na nossa sociedade.

É uma questão que tem de ser muito bem pensada! Informem-se bem antes de fazer a cruz!


Citar
Desejo sinceramente que seja NÃO. Porque abortar é matar. É acabar com uma vida. É tão simples como isso.
Ora matar é crime, seja de um adulto, seja de uma criança.

Eu nunca poderia ser a favor de que seja permitido matar um bébé, uma VIDA.
Liberalizar é não proibir, é permitir, é aceitar. Não posso aceitar tal!

Sejamos conscientes.
A ACTUAL lei já contempla os casos de excepção, violação e mal-formação do feto.
O que se trata neste referendo é permitir puramente acabar com uma vida só porque quero, porque gerei um filho mas não me convém tê-lo. É tudo muito fácil, mas é uma vida humana que está em jogo.
O ser humano consegue realmente ser egoísta e tudo menos humano.

Para mim, esse é o motivo que absorve todos os outros motivos, que se tornam completamente secundários perante esse.

Mas se quisermos entrar nas questões político-económicos, então o caso é ridículo: os governantes queixam-se da baixa taxa de natalidade, do envelhecimento da população...contudo o que se faz? Fecham-se MATERNIDADES e urgências(venham-me falar em preocupação com a SAÚDE...da mulher ou de alguém), e promove-se o aborto!
Não há dinheiro para permitir nascer, mas há para permitir morrer. Não há dinheiros para as reformas dos idosos, mas estou a perceber...assim também se poupa em abonos de família.
Bela economia esta política deve dar...

By Marta Figueiredo


Citar

Devemos despenalizar o roubo só porque podem haver mães que roubam para dar de comer aos seus filhos que estão cheios de fome? Claro que não. Assim, também não devemos despenalizar o aborto porque existem mães em situação de dificuldade. Para isso é que existem julgamentos e atenuantes nesses casos.

Trabalhei vários anos com mulheres grávidas e vi que não são as mulheres com uma situação económica baixa que querem abortar, mas sim raparigas que o fazem como meio contraceptivo, simplesmente porque a criança "não dá jeito nesta fase da vida".

Joana





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Ângela Ribeiro said...
Eu gostaria que explicassem o argumento da "liberdade da mulher". Uma gavidez de ocorrência natural ou por métodos de reprodução humana assistida têm a intervenção de um homem. Não se deve pôr um pouco de parte esse argumento? Deve-se falar sempre do CASAL.

Pergunto aos médicos presentes se ao 5º dia no estado de blastocisto o embrião já não tem "vida própria" não se vai começar a formar de forma autónoma, possui ou não uma verdadeira identidade? Vão continuar a fugir à questão da "MORTE de um ser humano"?

Acho que é interessante referir também que sendo uma jovem como tantas outras, fui no outro dia a uma instituição de planeamento familiar buscar a minha pílula e fui informada que ela ia deixar de ser fornecida, assim como outras trifásicas e de baixa dosagem... São poucas as marcas que vão continuar a ser fornecidas. É esta a estratégia do governo em vez de evitar o problema aranjar estratégias para "arrumá-lo debaixo do tapete"?

Percebem porque não concordo com a IVG? E só foquei alguns parâmetros.



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Fernando Vilela said...
Por favor, ainda não houve uma referência à questão central que é a vida presente dentro do ventre materno. Sem nenhuma razão válida poderá a mulher decidir sobre a vida ou morte de um ser VIVO que está dentro do seu ventre?
Se os sins(sim), seus seguidores e outros incoerentes, defendem os direitos de liberdade e justiça do ser humano, direitos de livre expressão, direito à saúde, direito à propriedade, direito ao trabalho e direito à habitação, direito a ter e criar filhos; por que razão não defendem o direito a nascer?

Não existindo o direito a nascer cortam-se pela raiz todos os outros direitos mencionados acima.
Se os sins à interrupção voluntária da gravidez, tivessem sido vítimas desta mesma interrupção, de que lhe serviriam todos os outros direitos? Se o matassem logo no ventre da mãe, como poderiam falar sequer ou emitir qualquer opinião?

O direito à vida não deveria comportar discussões nem ser objecto de polémicas, pois representa o mais sagrado direito do homem: o direito de existir.




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Ana Sofia Guimarães said...
O que está em causa em primeiro lugar não é a despenalização, mas sim o aborto, chamemos as coisas pelos seus nomes!!! todos os anos mais de 300.000 mulheres abortam e até hoje nenhuma foi levada a justiça e condenada à prisão. E não me venham os senhores do sim dizerem que todos estes casos ocorreram pelo facto dos métodos contraceptivos não terem resultado. Hoje em dia só é ignorante quem quer... Trata-se de uma vida preciosa, que começa desde a sua concepção!




Citar

Um dos resultados mais palpáveis do aborto ou da IVG é a mulher libertar-se de algo que tem dentro de si. O que é esse algo? Um vegetal? Um conjunto de células sem sentido? Um tumor?
Todos os estudos actuais de genética, embriologia, fetologia, etc., indicam que a vida humana começa a partir da concepção. Ou se se preferir, ainda ninguém provou que até às 10, 12 ou 24 semanas esse algo que a mulher tem dentro de si não é uma vida humana.
Será destruindo esse algo intra-uterino que se resolvem os problemas?

Com os meus sinceros cumprimentos.

Luis Miguel Martelo.



« Última modificação: Janeiro 11, 2007, 06:00:00 por Earth First » Registado

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« Responder #7 em: Janeiro 11, 2007, 04:26:09 »



Algumas opiniões a favor da escolha de abortar:



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Se toda a gente se visse no lugar de uma mulher que tem a dificil tarefa de escolher que vai fazer um aborto, se calhar dariam mais valor a despenalização e que votariam SIM no referendo.

Maria



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Em primeiro lugar penso que o Estado deveria apoiar a maternidade.

Em segundo lugar, o aborto é realizado apenas em último recurso, as mulheres não têm prazer algum em ter de fazer um aborto.

E em terceiro lugar, há que distinguir o seguinte:
As pessoas que votarão SIM neste referendo, NÃO SÃO A FAVOR DO ABORTO, mas SÃO SIM A FAVOR DA DESPENALIZAÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ ATÉ ÀS 10 SEMANAS DE GESTAÇÃO. São duas coisas diferentes.

Um aborto não é feito de ânimo leve, é uma solução muito pensada e levada a extremos. Até porque o aborto deve ser muito dolorosa...

Claro que não sou a favor do aborto, mas também é verdade que a maternidade não é apoiada pelo Estado e como tal, e perante uma gravidez indesejada, há muitas mulheres não têm possibilidades de criar um filho ou que não pretendem mesmo ter filhos. E essas crianças só viriam ao mundo para sofrer e para isso, já há cá muitas a morrer todos os dias, seja por maus tratos ou por más condições de vida.

Se o NÃO ganhar, as mulheres continuaram na mesma a fazer abortos clandestinos e sofrer com isso (podendo até morrer), ou então ir para o estrangeiro fazer o aborto.

Se o SIM ganhar, as mulheres que precisarão de fazer um aborto, já poderam recorrer a instituições com condições e sem correrem tantos riscos.

É apenas isto que vai ou não mudar com a despenalização.

Maria




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Lusófona said...
Sou a favor da despenalização, porque acredito no livre arbítrio de cada cidadão para fazer o que achar melhor pra suas vidas, desde que não interfira na vida de outros, porém , sou contra o aborto de mães e fetos saudáveis, pois, como cidadãos temos direitos e deveres, e precisamos ser responsáveis por nossas atitudes. Acho injusto o governo "bancar" com os abortos, sendo o Sistema de Saúde ainda muito precário, que precisa de verbas para melhorar no atendimento, melhorar as estruturas hospitalares, comprar aparelhos, e etc... Há muitos doentes com probelmas graves de saúde em filas de espera até para uma consulta , e gravidez não é doença, é claro, que cada caso é um caso, há gravidez de riscos, há violações, mas creio que isto esteja já previsto em Lei.

Sei que a vida está cada vez mais difícil, por isso, há o serviço de Planejamento Familiar, mas muitas pessoas não se dão ao trabalho de procurar uma orientação médica, acham que "se acontecer" podem resolver o problema fazendo um aborto. Para mim, é um absurdo que nos dias de hoje com tantas informações, com tantas formas de não engravidar as mulheres ainda "engravidam sem querer"...

Penso que é preciso educar,e orientar para que as mulheres não encarem o aborto como uma solução simples ou como uma cirurgia correctiva.




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FeminineMystique said...
Porquê votar no referendo sobre o aborto

1. Porque é uma oportunidade para decidir sobre uma questão tão importante para as mulheres em Portugal, mas também para o resto da população. Isto porque ser conivente com a humilhação e solidão a que as mulheres que abortam são sujeitas é votá-las à ausência de cuidados de saúde. E a saúde é um direito que assiste a todos os cidadãos.
2. Porque deixar que os outros decidam por nós é mostrar a nossa incapacidade para dirigir a nossa vida. Não votar no referendo é sucumbir às demagogias introduzidas na discussão deste tema, as quais pretendem apenas aumentar o número de indecisos e fomentar a abstenção.
3. Porque o que se vai decidir é se uma parte da população impõe à outra as suas perspectivas e crenças religiosas e morais, ou se a população feminina pode decidir em consciência se quer ou não levar a gravidez até ao fim.
4. Porque é uma questão de direitos. As mulheres e raparigas adolescentes têm o direito de não ser obrigadas a levar uma gravidez até ao fim. Ninguém deve ser obrigado a assumir uma maternidade indesejada.

Por tudo isto, não fiques em casa no dia 11 de Fevereiro.

Vota SIM à despenalização do aborto.
Vota SIM por uma saúde reprodutiva responsável.
Vota SIM por uma vida digna e sem medos para as mulheres.


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« Responder #8 em: Janeiro 14, 2007, 02:20:23 »



Quanto vai custar o aborto?
Ministro diz dez milhões, por ano. Movimento pelo «não» fala em trinta

 
O aborto vai custar entre 7,2 e 10,8 milhões de euros por ano, se o «sim» vencer o referendo sobre despenalização, segundo uma estimativa do ministro da Saúde, Correia de Campos, citada pelo jornal Expresso.

O ministro estima que os abortos realizados em Portugal rondarão, anualmente, os 23 mil, um número que serviu de base para calcular os custos.

Para chegar aquela previsão, o ministro baseou-se em estimativas da Associação para o Planeamento Familiar - segundo a qual terão sido feitos, em 2006, cerca de 18 mil abortos clandestinos - e fez uma comparação linear com Espanha - onde, em 2005, se realizaram 91.664 abortos.

«Partindo do valor médio estimado para o preço da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) em Espanha, €360, considerando um total de 20 a 30 mil por ano, assumindo que todas as mulheres portuguesas com indicação para a prática da IVG recorreriam ao Serviço Nacional de Saúde ou ao sector convencionado, e mesmo com uma regra de comparticipação de 100%, o custo anual oscilaria entre 7,2 e 10,8 milhões de euros», disse ao Expresso.

Estes números contrariam as previsões da Plataforma «Não Obrigada» - de que fazem parte o economista António Borges e a vereadora Maria José Nogueira Pinto -, que considera que o aborto vai custar entre 20 e 30 milhões de euros por ano.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=761639&div_id=291



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Pagar abortos é adiar cirurgias
Plataforma explicou que 2,3 abortos correspondem ao custo de uma operação

 
A Plataforma «Não Obrigada» acusou o Governo de «adiar» ou «excluir» uma cirurgia do Serviço Nacional de Saúde cada vez que financiar 2,3 abortos em caso de vitória do «sim» no referendo de 11 de Fevereiro.

No final da conferência «Devem os impostos financiar o aborto por opção?», promovida pela Plataforma «Não Obrigada», em Lisboa, António Borges explicou que o investimento do Estado por cada 2,3 abortos em média corresponde ao custo de uma operação.

Baseando-se em números da Plataforma e no exemplo espanhol, António Bor ges referiu que «cada vez que o Estado financiar 2,3 abortos está a não pagar, a adiar ou a excluir uma operação».

Isabel Neto da Plataforma «Não Obrigada» desafiou o Governo a utilizar a verba destinada ao financiamento da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) n o apoio à família e no incentivo à natalidade.

«Com a política do facilitismo, o número de abortos vai aumentar e se o Estado financiar entre 650 a 800 euros por aborto, o montante atingirá rapidame nte os 20 a 30 milhões de euros», disse Isabel Neto.

«Por isso, lanço um repto ao governo para que utilize essa verba no apo io à família e no incentivo à natalidade», adiantou. «Vai ser retirada uma fatia dos nossos impostos, uma fatia do bolo do Serviço Nacional de Saúde, que já é insuficiente para as necessidades de saúde dos portugueses e algo ficará para trás, os doentes crónicos, as crianças», defendeu Maria José nogueira Pinto.

«É preciso saber se é justo desviar verbas do Serviço Nacional de Saúde para quem não está doente e tem apenas uma vontade», salientou.

Defende que o Governo precisa ajudar a mulher na prevenção em vez de lhe «oferecer um presente envenenado».

«A Lei manda distribuir anticonceptivos gratuitos nos centros de saúde e isso não acontece porque não há dinheiro, mas já há para fazer abortos», lamentou.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=758022




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« Responder #9 em: Janeiro 22, 2007, 04:38:21 »

UM ARTIGO INTERESSANTE PARA LER E REFLECTIR


Portugal: Referendo sobre o aborto

Como um Referendo pode decidir a vida ou a morte de alguém que nem sequer pode participar na discussão do seu destino?



Os portugueses vão mais uma vez a votos para decidir sobre o destino dos nascituros e da Vida, até dez semanas de gestação. Tal acontecerá no próximo dia 11 de Fevereiro de 2007.

Até aqui, aparentemente nada de mal, até porque vivemos numa Democracia. Porém não nos admiremos se um dia formos conclamados a decidir em “eleições livres” sobre um limite de idade útil… 30 anos, por exemplo, ou até menos, após o que ao cidadão é-lhe aplicada a morte assistida em hospitais devidamente apetrechados, como agora se pretende para o aborto despenalizado.

A besta nazi espreita uma oportunidade de fazer vingar a sua tese racista sobre o genoma humano, com o consequente extermínio das “raças inferiores” e dos “economicamente inúteis”. Não tenhamos dúvidas que, à pala das dificuldades sociais, tais ideias vão começar a andar na cabeça de muita gente, sobretudo daquela que não consegue ver além do seu umbigo, se já não andam. O aborto social que agora se pretende referendar é claramente um sintoma dessa tendência minimalista e desumana. Aliás foi no seguimento de uma grave crise social na Alemanha que Adolfo Hitler teve a oportunidade de se impor politicamente. Depois, foi o que se viu…

A despenalização da interrupção voluntária da gravidez até dez semanas (Tememos que um dia possa ser até ao fim da gestação…) é uma questão eminentemente moral. Uma decisão do tipo Sim ou Não enferma desde logo do carácter casuístico da pergunta, com a qual se procura decidir por um simples voto o direito à Vida.


O próprio termo “despenalização”, que envolve uma forte componente de jurisprudência, mostra a vontade sibilina dos promotores do Referendo de resolverem apenas uma parte do problema… a legal. Para tanto, nada melhor do que confiná-lo à esfera política, até porque dessa forma poderão livrar-se do julgamento da História.

Por outro lado, a discussão de um tal tema, que o Presidente da República, Dr. Cavaco Silva, pretende que seja serena e elevada, nunca será suficientemente abrangente e esclarecedora. Não esquecer a componente económica subjacente ao aborto. Muito boa gente está à espera deste mercado para eventuais negócios que o comum dos mortais nem imagina e quando tomar consciência, já é tarde porque terá a forma da lei.



Como um Referendo pode decidir a vida ou a morte de alguém que nem sequer pode participar na discussão do seu destino, como é o caso do embrião onde palpita a Vida desde a sua concepção?

Parece-nos pois um absurdo decidir o futuro de um nascituro por uma eleição, por mais democrática que seja. A Democracia não pode legitimar opções de índole moral tão profundas como é a Vida ou a Morte, que transcendem o Homem.

A nossa cultura judaica-cristã condena claramente o homicídio. Tirar a vida a alguém só é tolerada em legitima defesa. Se nos manifestamos contra os horrores da Guerra, em razão da morte de inocentes, como aceitar que a vida de um ser humano em formação possa ser interrompida ao sabor dos caprichos de progenitores que foram irresponsáveis no acto da concepção? Não é só a mulher responsável pela gestação. O homem também o é e se calhar, o mais responsável na hora da decisão de um aborto. Porque o elemento masculino nunca vai à barra do tribunal por tal crime? Ora é justo que o cúmplice seja também julgado e condenado. E nesse sentido, a penalização do aborto deveria ser reforçada.

Algumas mulheres reclamam o direito abominável de dispor do seu próprio corpo em matéria de gravidez, um modismo que está a contribuir para desagregar a família, tal como a concebemos. Nada mais falacioso. Somos responsáveis pelos nossos actos e maior a nossa responsabilidade quando está em causa uma nova Vida.

Outros esgrimam o argumento que os filhos devem ser desejados e quando nascem devem ter boas condições. Ah pois… Concordamos por completo. Contudo tal deve ser a preocupação dos pais antes de conceberem os filhos e não depois… O aborto não pode ser uma forma de corrigir a falta de Planeamento Familiar, como parecem pretender alguns defensores do aborto social.

Por último, observamos que há um claro cinismo político dos que, mostrando-se tão indulgentes para com o aborto, esquecem de todo as causas sociais que o provoca. Tais paladinos, da legalização do aborto, invés de combaterem o mal pela raiz, preferem uma solução paliativa que nega no mínimo a Justiça Social que dizem defender.

Em última análise estão a reconhecer a falência da Democracia em criar iguais condições e oportunidades económicas para todos os cidadãos. A continuarem por esta via, não nos admiremos que venham a admitir uma “Solução Final” para os problemas económicos que enfrentamos. Acabar com a pobreza, poderá configurar, por exemplo, o extermínio dos pobres…


Artur Rosa Teixeira
artur.teixeira@netcabo.pt 

Fonte:
http://port.pravda.ru/print/cplp/portugal/14328-referendoabortport-0



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FACTOS CIENTÍFICOS SOBRE A GRAVIDEZ:

- Com cerca de 4 semanas, tanto o coração como o cérebro começam a disparar cargas eléctricas, ou seja, a funcionar.
- Com cerca de 12 a 14 semanas, começa a ter capacidade de percepção e a entender (senciência) o som ambiente do exterior do útero, como música, outros sons mas principalmente a voz dos pais, podendo corresponder de acordo com o som ao se movimentar dentro do útero, como que indicando alegria ou desconforto.
- Dentro do útero, a partir das 12 semanas, os bebés movem-se regularmente, mexendo os pés e as mãos, dando "pontapés", movendo-se para os lados, o que indica claramente senciência.
- Através de estudos científicos realizados muito recentemente nos EUA, com novas máquinas capazes de fazer ecografias a 3 dimensões, foi possível provar que com poucos meses, os bebés começam já a sorrir (sentir felicidade) e a movimentar-se quando estimulados, principalmente pelos pais (Documentário no Canal Odisseia).


FACTOS CIENTÍFICOS SOBRE O ABORTO:

- Mesmo se um aborto for feito numa clínica legalizada, com todos os instrumentos, profissionalismo e conhecimentos necessários, significa sempre em todos os sentidos, um grande trauma para o corpo da mulher.
- A esmagadora maioria dos abortos, acima de 92%, acontece somente por irresponsabilidade e/ou egoísmo do casal, não por questões relacionadas com violação, má formação do feto ou outros problemas de saúde.
- Na maioria das vezes, as "desculpas" mais usadas que os pais dão para fazer o aborto referem-se a: não se sentirem preparados; simplesmente quererem viver mais a vida e não quererem mais um encargo; preferirem gastar o dinheiro que utilizariam no bebé para comprar outros bens materiais.


RESPEITO PELA VIDA - PRINCÍPIOS MORAIS:

O aborto nada tem a ver com questões religiosas, políticas ou outras, mas sim uma questão ética de respeito por outros seres. Os bebés (dentro do útero) são as verdadeiras vitimas, pois não têm qualquer escolha possível na questão do aborto. Os bebés não são "coisas", não são propriedade nossa, são sim seres humanos, entidades com uma consciência, personalidade e individualidade próprias e, como tal, têm direitos e merecem todo o nosso respeito.

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« Responder #10 em: Janeiro 22, 2007, 05:01:25 »



Movimentos pelo "não" defendem "causa sem fim" em marcha com 8 mil
 
Os movimentos pelo "não" defenderam hoje na Alameda, em Lisboa, que a vida é "uma causa sem fim" no final de uma caminhada em que participaram entre oito a nove mil pessoas, segundo estimativas da PSP.
 


"Defender a vida é uma causa sem fim e nada nem ninguém nos vai fazer p arar até 11 de Fevereiro", disse Margarida Neto da "Plataforma Não Obrigada" per ante os milhares de manifestantes que quase enchiam o relvado da Alameda Afonso Henriques, em Lisboa.

A "Caminhada pela Vida", que se iniciou cerca das 14:00 junto à Materni dade Alfredo da Costa, terminou na Alameda duas horas e meia depois, onde os man ifestantes foram recebidos por altifalantes de onde saia o som do que a organiza ção disse ser o coração de um feto de 10 semanas.

Margarida Neto exortou os manifestantes a manterem-se "unidos na defesa da vida", adiantando que foi por causa da amizade e união entre os que são cont ra a interrupção voluntária da gravidez (IVG) que o "não" saiu vencedor no refer endo de 1998.

Na marcha, que contou com a presença de muitas crianças e jovens, parti ciparam movimentos cívicos ligados à Igreja, associações de defesa dos idosos e das crianças e grupos de escuteiros de todo o país.

Pelo palco instalado na Alameda passaram ainda representantes de movime ntos contra o aborto de Espanha, França e Itália.

Esperanza, uma espanhola que há 12 anos sofreu "um aborto provocado", i nterveio para defender o direito das mulheres a terem uma alternativa ao aborto.

Por seu lado, George Martin, da associação francesa "Droit de Naitre", alertou para a "catástrofe semelhante à da França" que se abaterá sobre Portugal se o "sim" sair vencedor do referendo.

"A modernidade está em dizer não, não se deixem levar por falsas ideias ", advertiu, defendendo que os dinheiros públicos devem servir para "preservar a vida e não para matar".

Com o percurso organizado em sete etapas: concepção (Maternidade Alfre do da Costa), nascimento (Praça Duque de Saldanha), infância (Avenida Praia da V itória), adolescência (Avenida do México), juventude (Praça de Londres), idade a dulta (Avenida Guerra Junqueiro) e idade dos avós (Avenida Guerra Junqueiro), Figuras como o líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, os ex-ministros Bagão Félix e Pedro Aguiar Branco, a fadista Kátia Guerreiro, a actriz Glória de Mato s ou a escritora Rita Ferro juntaram-se aos milhares de manifestantes que gritar am slogans como "Abortar por opção quando já bate um coração?Não", "A vida é bel a não podemos dar cabo dela".

Maria do Rosário Jesus, 66 anos, veio da Amadora para participar na mar cha porque "é bom viver, toda a gente tem direito a viver e é um crime ajudar a matar", disse em declarações à agência Lusa, momentos antes do início da marcha.

Católica, não vislumbra soluções para as mulheres que se vêem forçadas a abortar, mas vai dizendo a medo que a solução talvez passe por ficarem solteir as, como ela.

Empunhando com orgulho uma bandeira verde, a cor que na marcha simboliz ou a Adolescência, Carmo Duarte, aluna do 8º ano, destacava-se entre um pequeno grupo que entoava a plenos pulmões uma "Ninguém pára o não", numa adaptação do c ântico benfiquista.

Do alto dos seus 13 anos lembra que "não se deve abortar porque é matar um bebezinho".

"Defensora acérrima da vida", a fadista Kátia Guerreiro, uma das celebr idades que se associou à marcha defendeu a necessidade de a mulher se responsabi lizar pela própria vida "não a sacrificando a interesses de momento, por vezes, egoístas".

Reconhecendo que a opção pelo aborto não é tomada de ânimo leve, aconse lhou as mulheres a não adoptarem uma atitude semelhante na altura da procriação para não terem que passar pela "dolorosa" decisão de abortar.

Para a fadista, qualquer mulher pode ter um filho, mesmo que seja sozinha.


Agência LUSA
2007-01-28 18:15:01
http://www.rtp.pt/index.php?article=268423&visual=16
« Última modificação: Janeiro 29, 2007, 03:29:41 por Earth First » Registado

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« Responder #11 em: Janeiro 27, 2007, 09:12:25 »


Um grito de silêncio - Nascituro luta pela sua vida

Um documentário comovente a não perder:
http://video.google.com/videoplay?docid=6632732813222390835



Uma imagem vale por mil palavras, pensamentos e argumentos...

Neste documentário impressionante e muito comovente realizado em 1984 sobre a vida intra-uterina, pode-se ver em imagens de ultra-som, um caso de um nascituro (feto) de apenas de 12 semanas, a mover-se frenética e intensamente dentro do útero, com um ritmo cardíaco muito elevado devido ao enorme stress pelo facto de estar a sentir imensas dores, provocadas por um médico que o tenta destruir. Ele tenta "fugir", tenta "lutar" pela sua vida, mas o resultado final é certo, ao mesmo tempo que se consegue ver pelas imagens que o nascituro como que grita, tentando expressar a sua enorme dor.

O objectivo deste documentário, realizado por um médico que antigamente era um fervoroso apoiante do aborto que mais tarde se arrependeu quando teve conhecimento destes factos, foi o de provar que os fetos ou bebés, como lhe queiram chamar, são na realidade para a sua idade, seres sencientes com altos níveis de consciência muito mais desenvolvidos do que se pensava. Este documentário demonstra factos científicos sobre estes novos seres, que não se julgavam ser possíveis, até terem sido registrados em imagens. Uma imagem vale por mil palavras...

Tanto a mãe da criança como o médico que destruiu a vida dessa mesma criança, depois de terem visto essas imagens de ultra-som, ficaram muito chocados e nunca mais falaram sobre o assunto, tendo o médico desistido de imediato de continuar a praticar tais acções.

Para além desta questão, este vídeo demonstra dados pouco conhecidos sobre a realidade do aborto e os interesses económicos e lobbies escondidos por detrás do mesmo. A não perder.

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« Responder #12 em: Janeiro 29, 2007, 03:15:39 »


Vida intra-uterina: Quando uma mão pode salvar vidas

Uma notícia comovente e de grande significado, que comprova que os nascituros são seres muito mais desenvolvidos física e conscientemente do que se pensa.



FOTO: O momento em que o bebe tirou a sua mão pequenina do interior do útero da mãe, tentando segurar um dos dedos do médico que o estava a operar.


O mais eloquente gesto pela vida:

1999 - Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registaria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.

Enquanto Paul Harris cobria, na Universidade de Vanderbilt ( www.fetalsurgeons.com ), em Nashville, Tennessee, Estados Unidos, o que considerou uma das boas notícias no desenvolvimento deste tipo de cirurgias, captou o momento em que o bebé tirou a sua mão pequenina do interior do útero da mãe, tentando segurar um dos dedos do médico que o estava a operar. A foto espectacular foi publicada por vários jornais ( www.fetal-surgery.com/fs-pics.htm ) dos Estados Unidos e a sua repercussão cruzou o mundo até chegar à Irlanda, onde se tornou uma das mais fortes bandeiras contra a legalização do aborto.

A pequena mão que comoveu o mundo pertence a Samuel Alexander, nascido a 28 de dezembro 1999. Quando pensamos bem nisto, a foto é ainda mais que eloquente. A vida do bebé está literalmente presa por um fio. Os especialistas sabiam que não conseguiriam mantê-lo vivo fora do útero materno e que deveriam tratá-lo lá dentro, corrigindo a anomalia fatal e voltar a fechar o útero para que o bebé continuasse o seu crescimento normal.

Por tudo isso, a imagem foi considerada como uma das fotografias médicas mais importantes dos últimos tempos e uma recordação de uma das operações mais extraordinárias registadas no mundo. A história que está por detrás da imagem é ainda mais impressionante, pois reflecte a luta e a experiência passada por um casal que decidiu esgotar todas as possibilidades, até ao último recurso, para salvar a vida do seu primeiro filho.



Essa é a odisseia de Julie e Alex Arms, que moram na Geórgia, Estados Unidos. Eles lutaram durante muito tempo para terem um bebé. Julie, enfermeira de 27 anos de idade, sofreu dois abortos antes de ficar grávida do pequeno Samuel. Porém, quando, completou 14 semanas de gestação, começou a sofrer câimbras fortes e uma ecografia mostrou quais as razões dessas dores. Quando foi revelada a forma do cérebro e a posição do bebé no útero, o teste comprovou problemas sérios. O cérebro de Samuel estava mal-formado e a espinha dorsal também mostrou anomalias.

O diagnóstico, como já era esperado, foi de que o bebé sofria de espinha bífida e que eles poderiam decidir entre fazer um aborto ou ter um filho com sérias incapacidades.

De acordo com Alex, 28 anos, engenheiro aeronáutico, eles sentiram-se destruídos pelas notícias mas para eles o aborto nunca seria uma opção. Invez de se deixarem ir abaixo, o casal decidiu procurar uma solução pelos seus próprios meios e ambos começaram a pedir ajuda pela Internet. A mãe de Julie encontrou uma página que trazia detalhes de uma cirurgia fetal experimental desenvolvida por uma equipa da Universidade de Vanderbilt. Deste modo, eles entraram em contacto com o Dr. Joseph Bruner (cujo dedo Samuel segura na foto) e começou uma corrida contra o tempo. Uma espinha dorsal bífida pode levar a danos cerebrais, gerar paralisias diversas e até mesmo uma incapacidade total. Porém, quando pode ser corrigido antes de o bebé nascer, são muitas as hipóteses de cura.

Apesar do grande risco derivado do facto de o bebé ainda não poder nascer naquele momento, os Arms decidiram acreditar na esperança. A operação foi um sucesso. Durante a cirurgia, os médicos puderam tratar o bebé, cujo tamanho não era maior que o de um porquinho da índia - sem o tirarem do interior do útero materno - fechando a abertura originada pela deformação e proteger a coluna vertebral de modo a que os sinais vitais nervosos pudessem ir agora para o cérebro.

Agora, o Samuel tornou-se no paciente mais jovem que já foi submetido a este tipo de intervenção e, é bem possível que, já fora do útero da mãe, possível que Samuel Alexander Arms aperte novamente a mão do Dr. Bruner. A apresentadora de televisão Justine McCarthy disse que é impossível não se comover com a imagem poderosa desta mão pequenina que segura o dedo de um cirurgião e nos faz pensar em como uma mão pode salvar vidas.

Disse também que esta imagem é talvez o argumento mais forte que ela conhece contra o aborto. McCarthy resume com estas palavras o impacto da imagem que está a ser utilizada na campanha contra a legalização do aborto na Irlanda e a favor da vida.


Para mais informações:
http://www.google.com/search?hl=en&q=%22Samuel+Alexander+Arms%22









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MUITO IMPORTANTE:
DOCUMENTÁRIOS INFORMATIVOS SOBRE A REALIDADE DOS ABORTOS:


- http://video.google.com/videoplay?docid=6632732813222390835
- http://video.google.com/videoplay?docid=-672670109099506418

VEJA VÁRIOS PEQUENOS VÍDEOS SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE NASCITUROS:
http://video.google.com/videosearch?q=fetus+life
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« Responder #13 em: Janeiro 31, 2007, 03:16:25 »



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Olá a todos,
   
  Em vez de se estabelecerem mnelhores condições para futuros humanos a sociedade e os governantes preferem fugir com o rabo à seringa com as responsabilidades e legalizar o aborto, que não creio que seja apenas para as mulheres terem melhores condições para abortar. O problema em si, o aborto já existe e continuará a existir. Enquanto isso não se protegem os valores da vida. Aliás, não se concedem benefícios económicos suficientes, não se concebe acabar com a probreza, não se concebe efectuar esclarecimento sexual ou planeamento familiar. A vida humana tem que ser mais valorizada.
   
  Sou um humanista acima de tudo, um libertário mas não quando a liberdade dum ser interfere deste modo na dum futuro ser. O aborto é um acto imoral e não deve ser liberalizado. Falo também como biólogo e investigador na área da medicina, considerando que um acto assim é um desrespeito maior pelos valores da vida humana. Falo como simpatizante e um idealista das causas de esquerda (até dos vários partidos que pedem o sim, mas nesta questão, por favor, fiquei desiludido não pela vossa posição mas pela vossa neglicência de não verem o problema e desvalorizarem de modo tão grande a vida dum feto humano!). E falo como não-católico para que fique assente que eu apenas defendo a Vida por minha própria cabeça e coração, pelos meus próprios e fortes valores éticos.
  Liberalizar o aborto e entrar nestas modas desresponsáveis, é a mais profunda afirmação do egoísmo humano no por e dispor de futuras vidas humanas. Há que ser menos egocentrico e pensar que a vida é um mistério e uma beleza maior, e que fazemos inequivocamente parte dela, e tanto as mulheres, como os homens, como os bebés, como os idosos, tem que ser protegidos. As sociedades ocidentais, que caíram numa ilusão excessiva de materialismo e numa crescente falta de humanidade, já não se opõe às guerras, às mortes, às defesas dos seres humanos, e defendem a liberdade mesmo que ela faça trespaçar os mais elementares valores de vida e respeito pelos seres alheios (seja na gestação, seja no ambiente, seja em que for). Respeito quem faça o contrário mas a minha consciência, livre de pressões, o meu interior, sente que terei que votar veemente um não no referendo.
   
  Abraços e são livres de fazer circular também a minha opção,
   
  Paulo Bessa
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« Responder #14 em: Janeiro 31, 2007, 03:37:17 »


DEBATE NO CANAL 2:

Durante toda a semana o programa "Sociedade Civil" irá a partir das 14h, diariamente até à próxima sexta-feira, debater durante hora e meia vários tópicos relacionados com o aborto. Para saber mais informações e participar, poderá ver o blog do programa: http://www.sociedade-civil.blogspot.com . Caso não possa ver em directo os debates do "Sociedade Civil" sobre este tema, poderá visualizar os vídeos do programa ao longo da semana, através da RTP Multimédia em: http://multimedia.rtp.pt/destaques_video.php .
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« Responder #15 em: Fevereiro 01, 2007, 04:25:42 »


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Alexandra said...
Se os meus pais fossem a favor do aborto, EU não existiria. Quando a minha ficou grávida de mim, os meus pais tinham acabado de regressar de Angola, em consequência da guerra colonial, com "uma mão à frente e outra atrás", já com 2 filhas menores com idades de 6 e 8 anos, o meu pai passou 7 meses desempregado... ou seja, condições económicas muito dificeis e nada facoráveis a mais 1 membro no agregado familiar. Por uma questão de amor, os meus pais optaram pela vida e por me criarem (ainda colocaram a hipótese de ser criada por uns tios) e eu só tenho a dizer que nunca me faltaram com alimento, roupa e educação; ou seja, tudo o que é essencial ao desenvolvimento de um ser humano com dignidade. Licenciei-me, sou casada e tenho agora 1 filha com 3 meses.
As questões económicas não justificam a opção pelo aborto... as pessoas que conheço que o fizeram, foi porque "agora não me dá jeito".
Como mãe, quero ainda dizer que às 5 semanas de gravidez se vê nitidamente os batimentos cardíacos do nosso bebé; às 7 semanas já se vêem os membros a mexer e não esqueço nunca que às 9 semanas vi a minha bebé já com o aspecto igual a qualquer um de nós e a sua mão a acenar!!! Trata-se de uma vida, é um bebé que até já manifesta caracteristicas que lhe reconhecemos quando nasce.
Sou contra a colocar mulheres na prisão por praticarem um aborto na vida, mas há quem o faça recorrentemente e essas não merecem ser tratadas mais benevolentemente do que 1 mulher que pratique o homicidio do marido que lhe infligiu maus tratos durante anos. Ambas acabaram com uma vida e se houver atenuantes, então o juiz reflectirá isso na medida da pena (que é o que os nossos tribunais têm feito até agora nos casos de aborto).
Não se pode é despenalizar sem causa justificativa relevante. E a nossa lei penal já prevê essas causas.





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Anonymous said...
Boa tarde,
gostaria de colocar aqui algumas questões e considerações.
1º eu sou a favor da eliminação da pena de prisão e a favor da alteração desta para uma penalização mais pedagógica, como por exemplo, trabalho comunitário junto de crianças e jovens mães carenciadas; como o actual projecto-lei não prevê isto, vou votar não;concordo que o acto deva ser considerado ilícito, pois não concordo que se atente contra o direito à vida;
2ºpreferia um alargamento dos factores de ponderação a uma total liberalização até às 10 semanas; e por isso, voto não. O aconselhamento de 2 ou 3 dias não vai resolver nada, porque ele já existe informalmente, inclusivie com médicos amigos ou conhecidos;
3ºtambém não concordo que o Estado pague o Aborto na totalidade porque houve um descuido, por exemplo (que também acontece, é humano); parece-me que o Estado devia comparticipar e a outra parte se não pudesse pagar em dinheiro, pagava em apoio doméstico,social,administrativo em horas ao Hospital;
4º fico chocada que o Estado prefira oferecer-me entre 800 a 1000 e tal euros para abortar, em vez de me dar essa quantia para me ajudar a ter o meu filho;
5º e os casais infertéis que hipotecam casas e estão com dívidas até ao pescoço, não recebem qualquer tipo de ajuda; serão eles cidadãos de segunda categoria quando com a sua atitude estão a tentar resolver um problema que também é de todos nós que é o da renovação geracional?ser~´a que estes também não deveriam receber 1000 euros que fosse(embora seja uma gota de água)?
6º já viram a tabela doa abonos de família? está no Guia do casal da Deco; é chocante!!!se me perguntarem, enquanto cidadã para onde quero que vá os meus impostos (dado que não dá para tudo e temos de ir para as prioridades), eu digo:para melhores abonos de família, para um subsídio de nascimento decente (pode ser o do valor do aborto), para uma comparticipação dos casais inférteis;
7º eu não sou mãe e tenho 36 anos e não posso contar com ajudas; mas, procuro fazer uma contracepção que me impeça de recorrer ao aborto clandestino, e se acontecer uma gravidez, eu sei que posso garantir uma gravidez acmpanhada gratuita pelo SNS e se não puder cuidar do meu filho tenho a alternativa de dá-lo para adopção e em simultâneo salvaguardo a minha saúde; é assim que posso combater o aboro clandestino; eu posso não optar por ele.
9º mas, quando é que poderei optar por ser mãe, alguém me diz?quando é que eu terei melhores condições(não para luxos, mas para o básico)financeiras e em segurança (actualmente, é só o ordenado meu marido e eu sei o que é ficar orfã com um irmão e mãe desempregada e vivo com medo que isso possa acontecer a um filho meu que eu gostasse de criar; em princípio é para isso que engravidamos, não é verdade?)
10º será que não é possível um apoio económico repartido por todos, em vez de 1000 euros para quem faz aborto e nada para os casais inférteis, para o melhoramento dos abonos de família e dos subsídios de nascimento?Relembro o apoio da Alemanha no início deste ano.
Obrigada.

« Última modificação: Fevereiro 01, 2007, 05:14:23 por Earth First » Registado

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« Responder #16 em: Fevereiro 01, 2007, 07:30:15 »



Abortion statistics and other data:

http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/index.html




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Aborto: como é noutros países

2007/01/31 | Agência Lusa


Legislação é diferente na Europa e América. Dos 27 Estados-membros da UE, apenas cinco criminalizam aborto: Portugal, Polónia, Irlanda, Malta e Chipre. Veja o caso de alguns países


A legislação referente ao aborto é diferente de país para país. Na Europa, a lei varia em relação à despenalização, assim como nas semanas de gestação em que a mulher pode interromper voluntariamente a gravidez. Dos 27 Estados-membros da União Europeia, apenas cinco criminalizam o aborto: Portugal, Polónia, Irlanda, Malta e Chipre. Veja os casos de alguns países europeus e americanos.

Alemanha

Na Alemanha, o aborto é permitido até às 12 semanas, mas a mulher tem de ir a uma consulta de aconselhamento num centro oficial, na qual recebe esclarecimento médicos e sociais sobre as possibilidade e apoio para ter um filho, e ainda sobre os riscos da IVG. Contudo, as mulheres não têm de justificar a sua decisão, caso optem por fazer um aborto. As despesas têm de ser suportadas pelas mulheres, mas só se estas tiverem rendimentos mensais superiores a cerca de 900 euros.

Bélgica

Também na Bélgica, a gravidez pode ser interrompida até às 12 semanas e a mulher tem apenas de pagar uma taxa moderadora de 3,08 euros. A lei que liberalizou a IVG na Bélgica foi aprovada em 1990 e a assumpção dos custos pelo Estado belga data de 2003. O aborto a pedido da mulher é autorizado até às 12 semanas de gravidez e os custos são suportados pelo serviço nacional de saúde, desde que seja praticado num hospital ou num centro de planeamento familiar certificado para tal.

A mulher que pede para interromper a gravidez é vista por um médico, que a informa dos riscos e faz um exame ginecológico, seguindo-se um período de reflexão de seis dias. Se o aborto for pedido até às sete semanas, é possível optar por uma intervenção química, com o recurso à pílula abortiva, na presença do médico.

Brasil: um milhão de abortos clandestinos por ano

Pesquisas indicam que todos os anos ocorrem no Brasil entre 750 mil a 1 milhão de abortos clandestinos, cujas complicações constituem a quarta causa de morte materna no país. Segundo dados oficiais, cerca de 250 mil mulheres são internadas por ano em hospitais da rede pública de saúde para fazerem raspagem do útero após aborto inseguro, a maioria é jovem e pobre.

O Código Penal do Brasil, de 1940, considera o procedimento crime, excepto em duas situações: gravidez resultante de violação e risco de vida da mãe. Uma terceira possibilidade diz respeito ao aborto terapêutico para casos de anomalias fetais incompatíveis com a vida, isto é, quando o feto apresenta má-formação severa ou acefalia.

Venezuela

A legislação venezuelana sobre a IVG permite apenas que o aborto seja possível em caso de perigo de vida para a mulher. Dados policiais indicam que anualmente mais de 200 mulheres venezuelanas morrem devido a abortos mal praticados, 31 por cento das quais são adolescentes com idades entre os 15 e os 19 anos.

Segundo o Código Penal, a mulher que aborte é castigada com prisão de seis meses a dois anos. A despenalização do aborto é um tema de debate frequente entre organizações da sociedade civil, médicos, incluindo alguns magistrados do Supremo Tribunal de Justiça.

EUA: mais de um milhão de abortos em 2004

De acordo com dados governamentais, efectuaram-se nos EUA, em 2004, pelo menos 1.293.000 abortos. Apesar do direito ao aborto durante as primeiras 12 semanas ser, nos Estados Unidos, um direito constitucional reconhecido há 34 anos, os sectores empenhados nesta questão mantêm a sua militância e o poder político tem criado neste sector respostas para as exigências do eleitorado dominante.

Canadá: IVG diminiu

O Canadá, país onde a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) foi despenalizada em 1988, tem vindo a assistir ao declínio do n úmero de abortos nos últimos anos. Segundo os dados estatísticos oficiais mais recentes, que fazem a análise até 2003, a taxa de abortos no país foi de 15,2 por cada mil mulheres naquele ano, comparada com 15,4 em 2002. A IVG no Canadá é livre, está descriminalizada e é financiada pelo Estado.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=768147


« Última modificação: Fevereiro 01, 2007, 11:12:44 por Earth First » Registado

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« Responder #17 em: Fevereiro 01, 2007, 07:53:13 »



Imagens do desenvolvimento de um nascituro (1º dia até às 10 semanas):

http://www.youtube.com/watch?v=BVHBdZ1Qu64&NR



O aborto visto pela perspectiva da mulher:

1- http://www.youtube.com/watch?v=GtuCVNztweg
2- http://www.youtube.com/watch?v=m8cOMrZQzWk
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« Responder #18 em: Fevereiro 03, 2007, 05:40:57 »



Para acabar com a “chaga” dos abortos clandestinos...

João Titta Maurício*

Muitos dos que apelam ao voto a favor do aborto, buscam uma aquietação legal para a inquietação moral e psicológica que sentem. E, por isso, é justo que se peça a todos os homens e mulheres que pretendem votar Sim no referendo de 11 de Fevereiro, que lhes perguntem se acreditam que será possível que alguém seja capaz de, olhos-nos-olhos, defender com seriedade que a lei que permitiria o aborto a pedido, é uma lei para acabar com a humilhação das mulheres?

Mas haverá maior humilhação do que uma mulher ser levada a cometer o mais indesejável dos actos apenas porque se acha incapaz de sustentar um filho?

Mas haverá maior humilhação do que a memória, pessoal mas eterna, daquela decisão, daquele momento, daquele filho que, por desespero, não deixámos nascer? E alguém é capaz de, olhos-nos-olhos e com verdade, afirmar que alguma lei despenalizadora vai permitir a alguém perdoar-se pelo que fez? A lei e o Estado podem até não punir… mas alguém que abortou pode esquecer e absolver-se?

Incomoda-me muito o flagelo do aborto clandestino. Não pelo número dos que são praticados (que sempre são inflacionados pela conveniência politiqueira e partidocrática dos defensores do aborto e de uma certa esquerda), mas porque, cada um deles, representa, a um tempo, uma irreparável perda de uma vida, daquilo que de Felicidade (e de tristeza) ela poderia proporcionar aos outros; daquilo que de Belo (e de feio) ela poderia dar ao mundo; daquilo que de Bom (e de mau) ela poderia permitir viver. Mas também, porque cada aborto significa a derrota da Esperança e a vitória do desespero. Porque cada aborto é a derrota da Solidariedade e a vitória do abandono. É a derrota da Humanidade e a vitória do egoísmo.

Por isso, é por respeito e devoção a cada mulher, repito, que me angustia a realidade do aborto clandestino. Só que, ao contrário dos abortistas a quem apenas incomoda o facto de ser “clandestino”, a mim preocupa-me o aborto. Por tudo aquilo que representa de abandono, solidão e desânimo. Alguém duvida que a decisão do aborto é um puro acto de desespero? E se assim é, como justificar o acolhimento legal do desespero. Mais do que o combate à clandestinidade (que sempre existirá pois a legalidade tem consequências necessárias que colocam em causa o sigilo que a maioria jamais dispensará) a verdadeira proposta moderna, progressista e bondosa está no procurar proporcionar à mulher efectivas e reais alternativas ao aborto. Só assim há uma verdadeira proposta de Humanidade à disposição de um ser quase vítima do desespero.

É-se contra a liberalização do aborto, não porque se quer agredir as mulheres que, por desesperança, o querem fazer… mas porque importa não esquecer da urgência da defesa da Vida que há e que vive no ventre de cada uma delas e que – todos o sabemos! – nos exige, nos intima a que a defendamos. É-se contra uma lei que quer tornar o aborto num acto banal, não porque se quer a humilhação das mulheres que, por pressão e em sofrimento o fazem... mas para que a comunidade não desista e antes assuma a responsabilidade de apoiar e participar na ajuda fraterna que apresenta uma alternativa de Amor.

Porque se uma mulher grávida, em situações normais, já sente nela um perturbante turbilhão de sensações, medos, angústias, imaginem como se sentirá uma mulher cruelmente abandonada, amarguradamente só, vítima de circunstâncias que já não domina. Mulher que já se não domina. E que busca a saída que todos os que sentem o “incómodo” que aí vem… mas ninguém é capaz de sentir por ele o amor de que só ela parece ser capaz.

Como pode alguém dizer que é contra o aborto e depois permitir que a proposta oficial e colectiva que uma comunidade faz a uma mulher abandonada, pressionada, desesperada é um… «deixa lá, vamos ajudar-te a livrar desse incómodo, a despejar esse empecilho, essa coisa que não queres»... que agora não queres mas de quem vais ter saudades todos os dias da tua existência terrena!

A aprovação de uma lei que consagra o aborto livre e irrestrito seria a consagração da amputação do princípio constitucional e civilizacional do respeito integral da dignidade humana, o qual deixaria de se aplicar a toda a vida humana. E que se saiba uma coisa: a maioria dos eleitores pode não estar disso consciente, mas a aprovação da lei do aborto passaria a permitir que, por lei, se pudesse negar a um ser humano o respeito pela sua dignidade. Hoje, aos por nascer. Amanhã, aos que, já nascidos, de alguma forma estejam diminuídos.

Seria bom que recordassem a quem se esqueceu... ou que ensinassem a quem ainda não aprendeu... as sábias palavras de um dos mais brilhantes e influentes pensadores do Séc. XX: «Liberdade é liberdade, não é igualdade, nem equidade, nem justiça, nem felicidade humana, nem uma consciência tranquila».

*titamau@netcabo.pt
Professor Auxiliar (convidado) na Universidade Lusófona
30-01-2007 15:14:31

Fonte:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=96&id_news=260617

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« Responder #19 em: Fevereiro 05, 2007, 09:56:55 »



Legislação sobre o aborto na Europa:

http://www.ippfen.com/files/105.pdf

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